sábado, 23 de abril de 2011

Day #02 - La Gran Caminada (Lariviere Yturbe Branco 2009 - Chardonnay)

Acordei cedo decidi a caminhar pela cidade, não existe melhor forma de conhecer uma cidade que andar, sentir seu cheiro, parar em suas lojas de bairro para experimentar sabores locais, e descobrir tesouros,  somente assim se pode provar um pouco dos hábitos e da cultura local. Resultado: 13 Km em um dia!!! Segue o trajeto pois vale repetir...

La Gran Caminada
 Saindo do Hotel segui pela Florida onde parei para tomar um cafe.

Cafe na Calle Florida - Variedades de todo mundo

Segui para os arredores da cemiterio da Recoleta (Evita Peron) passando pelas Galerias Pacífico, fiz troca de USD por Pesos na regiao e segui em busca de um lugar para almoçar... enquanto nao aparecia um local agradavel, fui conhecedo a cidade e seus refugios.

Depois de umas 2h ou 3h caminhando parei em uma pequena delicatessen na Recoleta onde pude provar um queijo de cabra fresco s-e-n-s-a-c-i-o-n-a-l!!! Infelizmente não haviam mesas e vinho em taças do contrário era o local perfeito para almoçar.

Pequena Delicatessen en Recoleta
Queijo de Cabra Fresco - Sensaciona
Camembert - Não provei mas o preço é imbatível!



Continuei a caminhada e encontrei outra loja legal de vinhos a Alpataco Vinos & Cuero onde conheci novos rótulos. Novamente fui muito bem recepcionado onde um dos proprietários Javier Gomez abriu uma garrafa onde enquanto trocavamos experiencias de vinhos fui apresentado aos rótulos desconhecidos do brasileiros. Novamente não tive oportunidade de fazer anotações mas a recepção e cortesia são os motivos que me levam a citar o estabelecimento. Também não tive oportunidade de experimentar os rótulos desconhecidos abaixo ou comprar - carregar garrafas por B.A. definitivamente é inviável - entretanto tres rotulos me chamaram a atenção e ficaram na minha lista de 'a explorar'

Numia AR$ 150-200

AR$ 150-200

AR$ 150-200



Terminada a prova e a agradável conversa, retomei minha exploracao de Buenos Aires apesar de ainda sem rumo ainda estava decidido a encontrar um local agradável para o alomoço. Passadas 4h de caminhadas e uns 7km imagino, conheci o Museo Nacional de Arte Decorativo. Logo na entrada existe um pequeno Bistrot com serviço simpatico; este local me convenceu desde um princípio e o melhor a comida sai rápida.

Chardonnay Lariviere Yturbe - A diferença que faz o carvalho

Croque Madame o café do Museo Nacional de ArteDecorativa
Agradável almoço e serviço simpático
Pães fresco com pate de foie-gras de couvert

Também não fiz anotacoes sobre este rótulo mas lembro que foi muito melhor que o Los Alamos do dia anterior. Vamos registrar um nota 7,0.

Abs p/ eles e bjs p/ elas

Day #01 - Noite - Luigi Bosca (Degustação 'acidental')

Tinha previsto chegar a Buenos Aires cedo e por conta da alteração tive que fazer mudanças na minha agenda. Durante minhas investigações na internet antes de viajar conheci o site do Joaquin Alberdi e já tinha me programado para explorar a loja, entretanto andando por Palermo Viejo a noite em busca de um local para jantar praticamente 'tropecei' na loja.



Cheguei em torno de uma 20:30h e a vinoteca já estava literalmente fechando, havia perdido uma degustação de Luigi Bosca!! A minha surpresa foi que além de me deixar conhecer a loja o amável Joaquin Alberdi me ofereceu de forma gratuita - sim gratuita - uma degustação relampago de tres rotulos Luigi Bosca. Não estava com a máquina para registrar, não tinha nada para fazer anotações então simplesmente curti. 

Quando se perguntam ao brasileiros sobre vinhos argentinos os rótulos mencionados invariavelmente passam por Luigi Bosca, Doña Paula, Rutini, Catena Zapatta, D.V. Catena, Angelica Zapatta, Clos de los Siete, Fin do Mundo, Zuccardi. Eu já conhecia muito bem este rótulo - e na minha adega ainda tenho tres ou quatro garrafas - estava em busca de oportunidades preço-performance e confesso encontrei algumas nesta loja. Quem for a B.A. deve reservar um fim de tarde para explorar esta loja. Para mim, além da experiencia, estabeleci uma nova fonte de compras de vinhos... em breve vou retornar a B.A. e já sei onde reabastecer a adega.

O atencioso Joaquin Alberdi me recebeu em sua Cave

Entre os rotulos que estava por explorar estava o Achaval Ferrer, tive a oportunidade de conhecer sua versao para sobremesa - Achaval Ferrer Dolce - e me arrependendo de não ter comprado um par de garrafas. Para os viajantes o desafio é comprar garrafas e depois voltar a caminhar pela cidade com o peso. É o famoso trade-off / custo de oportunidade...

Achaval Ferrer Dolce - Excelente vinho de sobremesa


Cave 'De lo Joaquin Alberdi'
Quem estiver visitando B.A. não deve deixar de explorar esta loja.
Abs p/ eles e bjs p/ elas

Day #01 - Manha - Los Alamos Branco 2007 (Uva Chadornnay)

A viagem não começou bem, o vôo da Aerolíneas Argentinas foi cancelado (motivo não explicado, e talvez foi melhor assim ou não entraria no vôo de volta). Uma vez realocado em outra cia cheguei em Buenos Aires via Aeroparque - muito melhor, pois em 20 minutos já estava no Hotel em Puerto Madero. Check in realizado fui começar a enotrip.

Almocei um 'Ojo de Bife' em Puerto Madero mesmo acompanhado de um Los Alamos Chadornnay. Estou entrando um uma fase de vinhos brancos - mesmo com carne vermelha - e confesso fiquei decepcionado. Comparando com os Chadornnay do Chile este rótulo pareceu muito insípido; de certa forma é covardia comparar um Chadornnay Chileno que passou 6 meses em carvalho com um Chadornnay Argentino sem passagem em tonel. O fato é que me agradam mais os vinhos que passam por carvalho...



Comparar os serviços de São Paulo com outras cidades é bastante complicado - pois o referencial paulista é muito alto e para chegar tem que ser padrão internacional mesmo. O fato é que este é o meu referencial, e portanto o serivço portenho também contribuiu para a nota baixa afinal estava comprando a 'experiência' completa.


COR: Ambar claro bem fluído no copo
OLFATO: Floral e doce
BOCA: Insípido. Confirmado o doce. Bem suave. Acompanhou bem a carne mas esperava muito mais estrutura

Nota: 5,5

Abs p/ eles e bjs / elas

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Buenos Aires | Alma de Rainha



Como em uma letra de tango, os sentimentos que Buenos Aires despertam são caóticos, confusos, contraditórios. Ama-se e odeia-se Buenos Aires com a mesma intensiade; indiferença é a única impossibilidade. Sedutora, e arrogante, Buenos Aires é a Rainha do Prata que arrebata corações à primeira vista - capital de um imperio que nunca existiu segundo Andre Malraux. Para conquista-la se requer persistência, dedicação e esforço. 

Buenos Aires pode não ter dito um imperio sobre o qual reinar, mas definitvamente nasceu com alma de nobreza e por isso se diferencia de todas as outras cidades do continente. Seja alma de rainha,  de nobreza de cabaré ou aristocrata falida, todos terminam por reverenciar Buenos Aires.

Esta alma encontra-se na poesia e prosa de J.L.Borges, flui elegantemente no tangos portenhos de Gardel e nas notas caóticas de Piazzola. Esta alma, se espalha pelas ruas de San Telmo, Recoleta, Palermo, Centro e Puero Madero entre sons e cheiros da cidade até chegar a um Café ou Bistrot. Sim, a alma de Buenos Aires gosta de cafés e vinhos e não somente do Café Tortoni, Café La Biela e Bodegons (vinhos). Gosta de cafés e bistrots desconhecidos que surgem do nada em suas elegantes ruas, se apresentando aos visitantes com seus balcões de madeira ou estanho, muita fumaça de cigarros e conversas que se perdem nos meandros da política, futebol, economia... A alma de Buenos Aires, bate forte nas manifestações da Plaza de Mayo e seus arredores.

A alma de Buenos Aires, somente se aprisiona nas lembranças de seus visitantes...

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Este post não se alinha ao objetivo do Blog, mas serve como introdução aos proximos posts que relatam a enotrip a Buenos Aires/Argentina.

Abs p/ Eles e bjs p/ elas,

domingo, 10 de abril de 2011

Cartuxa - Evora Tinto 2007 (Uva Varietal Aragonez, Trincadeira, Alfrocheiro, Tinta Caiada e Castelão)

Este foi o segundo rótulo do dia, acompanhando um coelho a cazadora e um cassoulet com favas chilenas... claro, na parte da tarde eu estava arrasado - sono dos justos!!!!

Novamente nao foi possivel faze analise, porém o rótulo foi muiiiito superior ao Torres - Coronas.
http://www.cartuxa.pt
Nota média entre Ana Lucia, Mauricio, Carlos, Cristina, Luiz e Eduardo: 8,0

Abs p/ eles e bjs p/ elas

Torres Coronas Tinto 2005 (Uva Tempranillo)

A familia quando junta tem que ter vinho, e desta vez tive a oportunidade de explorar a adega do meu pai. Peguei este rótulo e o proximo mas com muita gente junta não da para fazer analise, se eu parar e olhar o vinho a garrafa já foi embora. O povo que toma vinho como coca-cola...

Enfim, o que ficou na memoria deste vinho é que já estava em declinio. A rolha estava ok, olfato e cor tambem ok, mas na boca era nitido que o vinho ja teve dias melhores.

Nao sei quanto meu pai pagou no rotulo, porem pela performance nao foi um bom negocio... conhecia o rotulo e tinha curiosidade de provar. Agora nao pretendo fazer mais nada...


Nota divergente, alguns com 7,5 outros com 6,0, 5,0....vamos deixar o registro de 5,5


Abs p/ eles e beijos p/ elas

terça-feira, 5 de abril de 2011

Principe di Federico DOC Tinto 2009 (Uva Primitivo di Manduria)

Sempre digo que existem momentos que são por prazer, e outros por necessidade. Hoje foi por necessidade! Necesidade de desacelerar, necessidade de 'ajudar' o sono, necessidade de desligar de tanta coisa no trabalho...

Este vinho faz parte de um lote de tres garrafas que comprei como 'experiência' apos visitar uma loja do supermercado Zona Sul na Gávea RJ antes de voltar a SP. Confesso que tinha uma certa expectativa neste rótulo por varios motivos, alguns: Italia, DOC, Uva diferente (Primitivo de Manduria) e apresentacao/rótulo/embalagem/garrafa.

Existe uma lenda de que os vinhos de garrafas que apresenta um fundo longo / profundo - o qual facilitaria ser servido pelo garçon - seriam vinhos melhores. Já tomei vinho nestas garrafas que me decepcionaram porém nunca tomei vinho nas outras garrafas que me surpreenderam. Verdade ou mito, ainda utilizo este criterio na seleção do que entra na minha adega.

Outras indicadores de qualidade que adoto são rolha e lacre. Quanto a rolha já escrevi aqui sobre o tema em algumas oportunidades e tenho que se não for de cortiça - longa - unica o vinho não será um 'top' ou mesmo terá aspiração de ser 'premiun'. Lacre só me lembro de dois tipos: plastico (comum) e metal/latao (premium). Mas vamos falar deste rotulo...

Como mencionei algumas caracteristicas me levaram a subir as expectativas de haver realizado um bom negócio mas na hora de abrir já comecei a mudar meu conceito. Lacre de plástico e ROLHA DE PLASTICO já me deixaram em alerta... e a avaliação foi:



COR: Escuro como ameixa e espumoso. No copo poucas pernas oleosas descendo pela taça.
OLFATO: Talvez a cor de ameixa tenha me sugestionado ameixa, algo de frutas seca e madeira (esta bem leve)
BOCA: Achei adistrigente e um pouco ácido. De pouco corpo trata-se de um vinho com pouca expressao e personalidade.

Nota: 6,0 (Talvez 5,5)

Coloquei uma lazanha de abobrinha, queijos e molho de tomate rustico para acompanhar e não acho que a gastronomia influenciou o resultado. A Chris deu nota 5,0 mas pelo preço 6,0 e justo, muito justo, justissimo!

Abs p/ eles e bjs p/ elas!


domingo, 3 de abril de 2011

Arboleda Tinto 2007 (Uva Syrah)

Abril começa em grande estilo pois depois de muito tempo tive a oportunidade de cozinhar, resolvi fazer um 'Bacalhau a Gomes Sá'. Comprei umas belas postas de bacalhau desalgado e congelado, pimentoes vermelhos e amarelos, cebola grandes e azeitonas verdes. Tempero simples: sal, azeite, cebolinha picada e um chardornnay chileno.

Para acompanhar, - tradicionalmente se recomendam vinhos brancos - mas a pedido da Chris optei por abrir um Arboleda Shyrah que trouxemos do Chile. Não sei se já mencionei o fato, na duvida melhor repetir. Reza a lenda que a safra 2007 no Chile foi histórica / única. Durante a enotrip no Chile o que me contaram é que a safra 2007 da Concha y Toro para um determinado Valle foi histórica - provavelmente para Carmenere. Como a Conha y Toro é a maior exportadora de vinho nos Chile '2007' se converteu como um ano brilhante para o Chile. Outro ponto importante é que o Chile é um país altamente longitudinal e portanto o que afeta o Norte não deverá afetar o Sul e por isso este determinado Valle é importante. Mas vamos ao importante...


COR: Framboesa encorpado / turvo. No copo bem espesso, muitas pernas finas e oleosas o que evidencia seus 14,5% de alool.
OLFATO: Aqui fui totalmente sugestionado pelo rótulo, me lembrou arvores / campo. Como o vinho estava bem gelado e a fome era grande, não teve tempo de abrir. Em um segundo momento percebi madeira, frutos secos e algo de pimenta do reino ou especiarias
BOCA: A Chris achou 'doce'. Minha percepção é que trata-se de um vinho bem estruturado de corpo médio com notas de especiarias (que se confirmaram) com acidez e taninos controlados.

Nota: 7,0

Abs p/ eles e bjs p/ elas

quarta-feira, 30 de março de 2011

Evel Tinto 2005 (Varietal) --> 1/2 Garrafa

Neste final de semana eu e a Chris aproveitamos para levar a Ana Laura em sua primeira edição da Restaurante Week e posso considerar que foi um sucesso por vários motivos; conhecemos um lugar novo (Journal Cafe em Moema), ambiente muito agradável, atendimento bom mesmo com a pequena dando trabalho ate para os garcons - e detalhe, isso porque estava a  avó Teresae p/ ajudar! -, a comida estava OK mas nao surpreendeu, talvez ate desapontou mas o preco-performance estava alinhado (CONSISTENTE, lembram?).

Mas aqui é um blog de vinhos, entao o que interessa é falar do vinho... Desta vez optei por uma 1/2 garrafa porque outra vez nao tinha a garantia que teria suporte para dar conta do recado  inteiro e claro, alguem tinha que dirigir de volta para casa! Mas vamos a avaliacao do vinho...


COR: Framboesa, claro e bem translucido Longas pernas finas no copo mas pouco fluídas
OLFATO: Me lembrou cortiça ou frutas secas ou passas, um alcool bem leve, mas nenhuma frangancia marcante.
BOCA: Um vinho leve que nao acompanhou o prato (um beef de panela com nome frances acompanhado de rissoto) Achei muito fluido e de pouco personalidade, baixa estrutura e taninos.
Nota 6,0
Abs p/ eles bjs p/ elas




sexta-feira, 25 de março de 2011

Chianti Ruffino Tinto 2008 (Uva Sangiovese)

Minha predileção por vinhos italianos esta mais nitida que nunca, mas é uma fase. Vai passar...
Para me preparar para o final de semana passei na galeria dos paes e comprei um queijos&frios e duas 1/2 garrafas para não ter desperdicio - acontece que a patroa queria abrir um vinho, mas para tomar só uma taca e me obrigar a tomar outras quatro, então preferi me aventurar nas 1/2 garrafas.  Na proxima eu me sacrifico e tomo as outras tacas...

- Vale registrar que ela tomou uma taca somente, e realmente eu tive que me sacrificar e terminar a garrafa! -


Comprei um Chianti Ruffino DOCG 2008, o legal que este vinho tem uma lenda curiosa.  Em meados do seculo XVII a disputa política envolvendo as cidades de Siena e Firenze quanto à extensão territorial de cada uma alcançaram também a denominação dos vinhos Chianti. A fim de resolver essa questão, foi proposta a realização de uma prova para a delimitação das fronteiras.

A prova seria uma corrida, onde um cavaleiro de cada cidade deveria sair em direção à outra assim que o galo cantasse na alvorada. A fronteira seria o ponto onde eles se encontrassem. Acertado isso, o povo de Siena elegeu um galo bonito, jovem, bem nutrido para cantar na alvorada enquanto que o povo de Firenze escolheu um galo negro, magro e mal alimentado. É claro que o galo de Firenze acordou mais cedo, pois tinha fome, e cantou antes do galo de Siena fazendo com o que o cavaleiro de Firenze tivesse boa vantagem. Essa vantagem fez com que os cavaleiros se encontrassem já bem perto de Siena e, como consequencia, a cidade de Firenze conquistou um território maior que a vizinha. Dizem que essa disputa também levou para Firenze a exclusividade do nome Chianti que é representada nas garrafas por um galo negro.

Curiosidade a parte, vamos a avaliacao do vinho

COR: De uma cor frambesa / bordeaux clara e translucida. Muitas pernas finas e longas no copo.
OLFATO: Nititamente um terroir de Italia, e o legal é que cada vez mais - acho - começo a 'reconhecer' isso. Agradavel ao nariz, com pouco 'alcool' e presenca marcante de frutas secas
BOCA: Leve e de facil aceitacao. Pouco acido, pouco adstrigente. Ideal para acompanhar uma salada de folhas com radichio, aspargos brancos, echalotes e ervilhas tortas frescas na vagem. Talvez uns pedaços de Camembert Fermier ou quem sabe um Carpaccio de Merlin seria otimás opções para compor esta entrada.
Nota: 7,0
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